Resenhas

A sagacidade na literatura de Stella Maris Rezende: uma questão de estilo e arte

Vânia Maria Resende

2012

Aqui em Minas a gente tem essa herança do segredo, do silêncio e do mistério.
(Stella Maris Rezende, A filha da vendedora de Crisântemos, p. 104)


Volto-me neste espaço ensaístico a particularidades estéticas que estão no cerne da singularidade da literatura de Stella Maris Rezende. Retomo o qualificativo “stellar”, com que defini o seu estilo no texto de orelha de A sobrinha do poeta (2012), aplicando-o agora genericamente ao conjunto de obras da autora, cuja escritura brilha pelo que oculta, como convém à literatura, de natureza diversa da ciência, que se detém em uma fatia da realidade. Como distingue Roland Barthes, a literatura é “o próprio fulgor do real”, “assume muitos saberes”, e lhes dá “um lugar indireto, e esse indireto é precioso”, porque são “saberes possíveis – insuspeitos, irrealizados.” (BARTHES, 1980, p. 18). No estilo stellar o fulgor do real emana da sagacidade, que realiza muito bem os requisitos da especificidade da literatura.


Leia online!



Vânia Maria Resende, 2012

 
 
 
Email
facebook
Imprimir