Resenhas

Guardiã da boa literatura

Hugo Almeida

2012

É impossível encontrar autora brasileira tão premiada e ao mesmo tempo com tão rara presença na mídia. Acontece que ela não faz concessões, não escreve livros óbvios, não frequenta grupos. Sabe que a arte exige liberdade e distância do poder, qualquer que seja – aliás, ela se mudou de Brasília para o Rio. Stella Maris Rezende, mineira de Dores do Indaiá, já conquistou os prêmios mais desejados e sérios de literatura infanto-juvenil do Brasil. Arrebatou o João-de-Barro três vezes, a primeira em 1986 com O último dia de brincar, considerado um dos dez melhores livros no gênero da década de 80 e, depois, um dos cem do século, além de reunir uma série de outras distinções (talvez seja o livro brasileiro mais laureado). Faturou tam- bém o Nestlé em 1988 com Alegria pura. Em 2010, a Dimensão, de Belo Horizonte, reuniu esses dois livros sob o título de Maravilhosa e inesquecível ideia de amar, com primorosas ilustrações de Demóstenes Vargas. Com Família contadeira de histórias, Stella ganhou em 2008 o Prêmio Literatura para Todos, do Ministério da Educação. De seus quase 35 livros, mais da metade tem o selo de Altamente Recomendável da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ). Isso é apenas amostragem.


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In: Suplemento Literário Minas Gerais, Secretaria do Estado de Cultura de Minas Gerais, maio/junho de 2012, Edição 1342, páginas 32-35.


Hugo Almeida

 
 
 
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